Ajudando as Crianças a Aprenderem
As crianças aprendem no meio que elas vivem. Não tem que ser um lar rico em bens materiais, mas se você tem o desejo de doar o seu tempo e talento, você dará a seu filho um lar rico de aprendizado.
Diogo recebe ajuda de sua mãe
(Os nomes foram alterados)
Diogo estava no seu terceiro ano escolar e estava um pouco atrasado para aprender a ler. O médico havia dito que ele não tinha nenhum problema de visão e que não tinha nenhuma debilidade para aprender a ler. Ele, porém, continuou resistindo à leitura e passava toda a tarde escalando os morros que havia atrás de sua casa, ao invés de estudar. Quando seus pais o mandavam para seu quarto para ver um capítulo de seu livro antes que ele pudesse sair, ele construía castelos de bloquinhos ou ficava desenhando.
Um dia, a mãe de Diogo sentou ao seu lado na cama e disse: “vamos ler esse livro juntos, uma palavra por vez. Você lê uma palavra e depois eu leio uma palavra”. A princípio Diogo estava mal humorado, e lia ressentidamente quase cochichando as palavras quando era a sua vez.
Rapidamente ele começou a se sentir encorajado pelo entusiasmo de sua mãe. Ela dava os parabéns pra ele com freqüência por seu esforço e a sua leitura começou a melhorar. Ele começou a gostar das leituras diárias de 30 minutos com sua mãe. Para a mãe isso era um pouco mais complicado, pois para isso, sua filha de onze anos cuidava do bebê enquanto sua filha adolescente começava a preparar o jantar. Toda a família se ajustou. De fato, o tempo de leitura se tornou uma parte regular da rotina da família.
Gradualmente, a velocidade de leitura e a compreensão de Diogo melhoraram. Diogo e sua mãe mudaram de palavras alternadas para frases alternadas, depois parágrafos, e então até paginas. No final do ano escolar, a habilidade de leitura de Diogo estava acima da média.
A mãe de Diogo não usou uma fórmula mágica pra ajudá-lo a aprender a ler; ela ajudou-o a aprender um princípio correto. Ela ensinou a Diogo que se ele queria aprender e melhorar ele teria que trabalhar consistentemente e com fé em seus esforços. Como um resultado, ele melhorou. Na crença Mórmon, fé e trabalho andam de mãos dadas em tais empenhos.
- O que a mãe de Diogo fez para encorajá-lo?
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O que poderia ter acontecido se a mãe de Diogo continuasse fazendo com que ele estudasse sozinho?
Ajudando uma criança a sobrepujar a derrota.
Geralmente quando as crianças falham em alguma coisa, eles já sabem disso. Não é necessário ficar falando para eles que eles falharam, para reforçar suas falhas. Ao invés disso, devemos ajudá-los a descobrir o que aconteceu de errado e encorajá-los a tentar novamente, como fez a mãe de Peggy na história a seguir.
O Bolo de Peggy
A pequena Peggy de doze anos chorava ao pegar o seu bolo queimado do forno. Sua mãe, ao ouvi-la chorar, veio à cozinha e vendo o bolo disse: “O que aconteceu?”.
“Eu queimei o bolo” disse Peggy inconformada.
“Sim, estou vendo, vamos descobrir o que aconteceu?” sua mãe disse colocando os braços nos ombros da garota descontente. “Eu sei que você não fez de propósito, e estou vendo que está se sentindo mal pelo acontecido. Seque seus olhos e vamos ler a receita juntas!”.
Peggy e sua mãe leram novamente a receita e perceberam que o controle de temperatura tinha sido colocado muito alto. “Agora que sabemos o que estava errado” sua mãe disse “vamos lavar as louças e você pode tentar novamente”.
Ao encorajar Peggy a descobrir o que aconteceu de errado e como corrigi-lo, a mãe de Peggy fez com que uma situação desencorajadora se tornasse em uma experiência positiva de aprendizado. Ela reconheceu que sua filha estava irritada e não a condenou por isso. Peggy foi encorajada a tentar novamente, e sua confiança se manteve intacta. Algumas vezes a maneira que respondemos nossos filhos afeta o modo que eles aprendem e realizam uma tarefa (Adaptado de Relief Society Courses of Stuty (Cursos de Estudo da Sociedade de Socorro), 1984 – “Mother Education”, Lição 1) (O livro Cursos de Estudo da Sociedade de Socorro é um dos livros, manuais Mórmon para instrução).
Dando oportunidades às crianças de ajudar e crescer. Às vezes pedimos poucas coisas a nossos filhos porque subestimamos suas habilidades. Como Shawn ilustra na seguinte história, crianças geralmente precisam somente de uma chance de ajudar. Eles aprendem e são capazes de aprender muito mais do que esperamos.
Shawn Ajuda
Diane estava se esforçando para trocar a fralda de seu bebê. “Ó querido” disse ela “eu deixei as fraldas limpas no andar de baixo”. O Pequeno Shawn, de um ano e meio, desapareceu por um momento e voltou trazendo consigo um chumaço de fraldas limpas. Embora ele não falasse ainda, ele entendeu o que sua mãe precisava.
Ela estava surpresa. Diane tinha pensado que ele sabia menos do que de fato sabia. Nas semanas seguintes ela começou a fazer mais pedidos a seu filho. Ela ficou admirada com sua habilidade de encontrar coisas, de procurar por coisas perdidas, e em geral, por atender a seus pedidos. Quando lhe era pedido, ele abria a porta e deixava o gato entrar. Ele ficaria ao lado do bebê enquanto sua mãe atendia a porta. Ele também obedece ao não fazer coisas que não deveria, por exemplo, ele ficava afastado do fogão quente quando era pedido que assim o fizesse. À medida que Shawn crescia e desenvolvia, Diane percebeu que pedia ele para realizar mais e mais tarefas. Ela fez com que sua apreciação fosse conhecida dele, e ele estava tão ansioso e disposto que parecia estar prosperando como o ajudante da sua mãe.
Quando você oferece a seus filhos oportunidades de ajudar, você os dá a chance de descobrir suas forças e os seus limites. Os Mórmons acreditam que as pessoas crescem com suas situações e oportunidades de servir.
Randy
O pai tentou responder positivamente o boletim de Randy: “Bem, você tirou notas baixas em Português, mas veja como você foi bem em matemática!”
Infelizmente Randy não viverá em um mundo matemático apenas. Ele viverá em um mundo onde precisará aprender a ler, escrever, e a se comunicar, bem como a usar matemática. E aparentemente suas habilidades em português estavam sofrendo.
Pode ser verdade que Randy prefira matemática; ele pode até mesmo ter um dom para isso. E pode ter havido uma variedade de razões para suas notas baixas em português. Mas mesmo que seu pai deva encorajar Randy a continuar com excelência em matemática, ele também precisa encorajá-lo a melhorar em português. Permitir que as conquistas em matemáticas justifiquem as notas baixas em português seria irresponsabilidade do pai de Randy. Randy e seus pais precisam encontrar primeiro o que exatamente e em que ele precisa de ajuda, e então eles devem, ambos, fazer o seu melhor para ajudá-lo a melhorar suas notas em português.
- Qual é a responsabilidade de Randy?
- Qual é a responsabilidade do pai de Randy?
- Como o pai de Randy poderia ajudá-lo a aprender?