Joseph Smith
A família de Joseph Smith era formada por
fazendeiros da Nova Inglaterra que chegaram nas Américas no início de 1600. Joseph Smith nasceu em 1805 em Vermont. A família Smith era uma família temente a Deus e que lia a Bíblia e fazia orações com freqüência, embora não fossem afiliados a nenhuma religião. A família se mudava com freqüência, mas Joseph Smith passou uma boa parte do fim da sua infância em Palmyra, Nova York. Por volta de 1820 houve um grande fervor religioso na região e as muitas diferentes denominações trabalhavam arduamente para converter pessoas. A família de Joseph Smith foi divida em várias diferentes religiões, e Joseph, um garoto de apenas 14 anos, ficou confuso com aquilo tudo, mas ansioso para descobrir qual igreja estava certa e em qual ele deveria se unir. Ele registrou sua experiência no que é conhecido hoje como Joseph Smith – História. Uma noite ele estava lendo a Bíblia, na primeira epístola de Tiago, versículo cinco, o qual aconselha a todos que tem falta de sabedoria a perguntar a Deus. Ele decidiu seguir o conselho e inquiriu ao Senhor com relação a qual igreja estava correta.
Na primavera de 1820 Joseph Smith encontrou um lugar isolado em um bosque perto de sua casa, onde ele poderia oferecer uma oração em voz alta para Deus. Ele registrou a experiência a seguir:
"[…] vi um pilar de luz acima de minha cabeça, mais brilhante que o sol, que descia gradualmente sobre mim. […] Quando a luz pousou sobre mim, vi dois personagens cujo esplendor e glória desafiam qualquer descrição, pairando no ar, acima de mim. Um deles falou-me, chamando-me pelo nome, e disse, apontando para o outro: Este é Meu Filho Amado. Ouve-O!”(Joseph Smith – História 1:16-17).
Em resposta a sua oração, Deus o Pai de Jesus Cristo apareceram para Joseph Smith. Esse evento é conhecido pelos Mórmons como Primeira Visão. Ele perguntou a qual igreja ele deveria se unir e foi-lhe dito que não se unisse a nenhuma delas, mas que ele seria um instrumento para restabelecer a Igreja de Jesus Cristo sobre a Terra nesses últimos dias. Joseph Smith não registrou nenhuma coisa que lhe foi ordenado nessa época, mas através dessa experiência ele foi chamado como um profeta de Deus e começou os preparativos para fazer o trabalho do Senhor.
Poucos anos depois, em 1823, Joseph Smith foi visitado novamente, mas desta vez por um anjo. O anjo se apresentou como Morôni e falou para Joseph Smith de um registro enterrado em um morro perto dali e que fala dos procedimentos de Deus para com Seu povo no antigo continente americano. Foi-lhe mostrado pelo anjo o local e ele voltou lá todos os anos para receber instruções do anjo até 1827 quando o registro, gravados em placas de ouro, foi confiado a Joseph Smith para que ele os traduzisse. Ele começou as traduções usando pedras videntes chamadas Urim e Tumim os quais estavam enterrados junto com as placas. O resultado dessas traduções foi o Livro de Mórmon. É dessa crença no Livro de Mórmon como um livro de escrituras que a Igreja foi dada o apelido de “Mórmon” e esse apelido segue até os dias de hoje.
Durante as traduções do Livro de Mórmon, Joseph Smith teve dúvidas sobre uma passagem referente ao batismo, pois ele não havia sido batizado. Joseph e seu escriba, Oliver Cowdery, juntos oraram e receberam uma visita angelical de João, o Batista. Ele conferiu sobre eles o Sacerdócio Aarônico, o qual tinha a autoridade para pregar o evangelho de arrependimento e batismo. Joseph Smith e Oliver Cowdery então se batizaram. Depois eles receberam a visita de Pedro, Tiago e João, os apóstolos de Jesus Cristo, que conferiram o sacerdócio maior, chamado de Melquisedeque, o qual tinha a autoridade para organizar e administrar a Igreja de Cristo, assim como o Senhor havia feito em seu ministério.
Pouco tempo depois que o Livro de Mórmon foi publicado em 1830, Joseph Smith organizou A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em Fayette, Nova York. Mais tarde a Igreja se mudou para Kirtland, Ohio. A Sede da Igreja foi ali por vários anos e foi lá que o primeiro templo Mórmon foi construído. Nele, Joseph Smith recebeu muitas visões e revelações concernentes ao Reino de Deus e à coligação de Israel. Foi neste local que ele revelou o endowment do templo para a Igreja.
Joseph Smith procurou apenas fazer o bem, e construir o Reino de Deus, mas ele foi perseguido intensamente desde o dia que ele disse que teve a Primeira Visão. Quando os Mórmons se mudaram para o Missouri, eles foram expulsos violentamente e se mudaram para Illinois. Foi lá que Joseph Smith estabeleceu a grande cidade de Nauvoo. Joseph Smith e seu povo prosperaram ali como em nenhum outro lugar antes, mas seus inimigos nunca os deixaram. Ele foi preso e julgado várias vezes em sua vida, sem nunca ter sido achado nenhuma culpa nele. Em 1844 ele foi aprisionado pela última vez em Carthage.
No dia 27 de junho de 1844 uma turba invadiu a cadeia de Carthage e mataram a tiros Joseph Smith e seu irmão Hyrum Smith. Joseph Smith morreu como um mártir. Entretanto, seu legado continuou vivo. A Igreja Mórmon mudou pela última vez, para o Vale do Lago Salgado, e continuaram a viver o evangelho de Jesus Cristo como haviam aprendido com o profeta Joseph Smith. John Taylor, o terceiro presidente da Igreja Mórmon, estava com Joseph Smith na Cadeia de Carthage. Ele escreveu:
“Joseph Smith, o Profeta e Vidente do Senhor, com exceção apenas de Jesus, fez mais pela salvação dos homens neste mundo do que qualquer outro homem que jamais viveu nele. No curto espaço de vinte anos trouxe à luz o Livro de Mórmon, que traduziu pelo dom e poder de Deus, e foi o instrumento de sua publicação em dois continentes; enviou a plenitude do evangelho eterno, que o livro continha, aos quatro cantos da Terra; trouxe à luz as revelações e mandamentos que compõem este livro de Doutrina e Convênios e muitos outros sábios documentos e instruções para o beneficio dos filhos dos homens; reuniu muitos milhares de santos dos últimos dias, fundou uma grande cidade e deixou fama e nome que não podem ser destruídos. Viveu grandiosamente e morreu grandiosamente aos olhos de Deus e de seu povo; e como a maior parte dos ungidos do Senhor na antiguidade, selou sua missão e suas obras com o próprio sangue […]” (Doutrina e Convênios 135:3).
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