Regra de Fé 13

Cremos em ser honestos, verdadeiros, castos, benevolentes, virtuosos e em fazer o bem a todos os homens; na realidade, podemos dizer que seguimos a admoestação de Paulo: Cremos em todas as coisas, confiamos em todas as coisas, suportamos muitas coisas e esperamos ter a capacidade de tudo suportar. Se houver qualquer coisa virtuosa, amável, de boa fama ou louvável, nós a procuraremos”.

Uma frase bastante comum usada no Mormonismo é “perseverar até o fim”. Talvez essa frase possa ser comparada à de Paulo “firme na fé”, é a injunção ao converso de Cristo para permanecer fiel durante todos os seus dias. O Mormonismo insiste que o arrependimento não é algo que se faça uma única vez na vida. É preciso continuar a se refinar depois do batismo. As boas obras que vêm do arrependimento e o auto refinamento são um resultado natural de uma fé forte em Jesus Cristo. Depois de “amar a Deus sob todas as coisas” o próximo mandamento é para amar ao próximo como a nós mesmos. É com base nesse mandamento que o evangelho é construído, e viver de modo digno é totalmente motivado sobre o amor pelas pessoas que vivem ao nosso redor.

No famoso Sermão da Montanha, o Senhor de as instruções perfeitas d evangelho sobre viver de forma justa. O mormonismo vê essas palavras como um mapa para o progresso eterno, e para se tornar mais parecido como nosso Salvador. O Salvador deu leis para que os homens fossem julgados apenas por Deus, que pode olhar para o coração, e não pelo homem. Primeiro é falado daqueles que são abençoados por Deus, e que vivem alegremente no evangelho – os pobres de espírito, o manso, o misericordioso, o puro de coração, e os pacificadores. Pensamentos e intenções não são excluídos, mas são, de fato, fonte da característica e ação de um individuo. A ira é condenada e deve ser banida da alma, sem a necessidade de atos violentos para requerer a atenção voltada para o individuo. Os pensamentos luxuriosos fazem com que uma pessoa seja culpada sem a necessidade de atos lascivos para confirmar a culpa. Os seguidores de Cristo devem permanecer em patamares mais elevados. A “outra milha” foi designada como um padrão para nossa convivência com o nosso próximo. Quando ajudamos alguém, essa ajuda deve ser feita com um coração alegre e deve ser feito em abundância – não o mínimo requerido, mas o máximo que pudermos fazer. Mas não é somente o seu próximo que deve ser amado, mas também o seu inimigo! Não julgue outros, mas perdoe-os. A “regra de ouro” é incondicional e é um sumário dessa mensagem. A pessoa deve se conduzir no maior grau de integridade possível.

A admoestação de Paulo em 1 Coríntios 13 requer o mesmo dos seguidores de Cristo que o Sermão da Montanha o faz. A religião Mórmon usa a versão King James da bíblia em inglês, o qual traduz esses atributos divinos, como a Caridade (No Brasil é usada a tradução de João Ferreira de Almeida, da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil). O termo ‘caridade’ foi adotado no Mormonismo, para denotar o puro amor de Cristo, e diferenciar das muitas conotações de ‘amor   ‘ na língua portuguesa. Como Paulo escreveu, sem a caridade, nenhuma boa obra pode ser benéfica para o indivíduo. Quer seja grande ou pequeno, se não houver caridade, nenhuma obra ou ato bom fará com que alguém seja perfeito em Cristo. Isso só é possível através da caridade. A décima terceira Regra de Fé do Mormonismo sugere que seus crentes tenham caridade. Os seguidores do Mormonismo acreditam em todas as coisas, e espera em todas as coisas. A história Mórmon mostra evidências de perseverança em muitas coisas, e parte da esperança e a fé é continuar a perseverar. O Livro de Mórmon também ensina sobre a caridade. Ele ecoa grande parte dos escritos de Paulo e também acrescenta que a caridade é um dom de Deus, concedido aos seguidores justos de Cristo, e aqueles o desejam são admoestados a orar por ele, assim como todos os outros dons de Deus.

Dois princípios do Mormonismo que determinam a retidão na Igreja, e também separam o Mormonismo do restante do mundo, é a Lei da Castidade e a Palavra de Sabedoria. A Lei da Castidade reforça as práticas sexuais tradicionais que estão sendo apagadas pelo mundo moderno. O amor físico não e vergonhoso ou degradante no Mormonismo, na situação correta. O amor entre marido e mulher, e a habilidade para participar com Deus na criação de novas vidas é uma das coisas mais sagradas confiadas à humanidade. Entretanto, esse dom de Deus foi dado para ser usado em situações especíificas, mas ele tem sido pervertido terrivelmente por muitos. A Lei da Castidade proíbe a relação sexual antes do casamento, e depois do casamento, somente com a pessoa com quem for legal e legitimamente casado. Ela é explicada de maneira pura e simples. Existe uma grande pressão social para o abandono ou a adaptação desse mandamento, mas o Mormonismo é imutável nesse assunto. A Lei da Castidade também proíbe ver ou ler artigos pornográficos, masturbação, piadas ou linguajar desrespeitosos sobre o ato sagrado, e a preocupação excessiva com o sexo. Manter essa alta incumbência do Senhor vai muito além do que pode ser observado por outros ou reforçados pela igreja. Mesmo um pensamento luxurioso é contrário a esse mandamento. Controlar nossas paixões é algo que precisamos aprender nessa vida. Quebrar a Lei da Castidade é um dos atos mais ofensivos à vista de Deus, sendo o segundo em grau de gravidade, ficando atrás apenas do assassinato (ver Alma 39:5).

O segundo principio do Mormonismo que é essencial para uma vida limpa é a Palavra de Sabedoria. Ela foi recebida como uma revelação para Joseph Smith em 1833. Desde então ela tem sido aceita na Igreja Mórmon como a “Lei de Saúde” do Mormonismo. A Palavra de Sabedoria proíbe o uso de substancias como café, chás, tabaco, álcool, e drogas ilícitas. Ela também incentiva o uso de grãos, frutas, vegetais, e ervas, e o consumo limitado de carne. Alguns estudos têm provado os benefícios de se viver essa lei, e o inicio da seção de Doutrina e Convênios 81 alerta que a revelação é dada em antecipação ao mal e aos homens conspiradores, mas assim como a Lei de Moises, a sabedoria repousa, finalmente, com o Senhor. A obediência a esse mandamento trás as bênçãos de saúde e sabedoria prometidas pelo Senhor, tanto física quanto espiritualmente.

O Mormonismo também encoraja seus adeptos a buscar sabedoria e refinamento. Os livros Mórmons de escritura ensinam que o conhecimento que ganhamos nessa vida, reteremos na próxima vida, e isso será muito vantajoso para nós (ver D&C 130:18-19). Isso é uma evidência de que essa vida mortal é apenas um momento no progresso eterno. Joseph Smith disse que seremos salvos tão rápido quanto ganhamos conhecimento. O Mormonismo tem um comprometimento profundo com a educação e com a aquisição de conhecimento. A Igreja Mórmon opera a Universidade de Brigham Young, com campus em Provo (Utah), Rexburg (Idaho), Laie (Havaí), Jerusalém e Inglaterra. O Sistema Educacional da Igreja (Frequentemente chamado de SEI) provê instrução religiosa em seminários e institutos aproximadamente em todo o lugar onde existe uma congregação Mórmon. Existe também um Fundo Perpetuo de Educação que teve inicio em 2001. Esse fundo empresta dinheiro de acordo com a necessidade dos membros necessitados para que possam estudar, tanto em cursos técnicos quanto outros, para que assim obtenham a instrução e habilidade necessária para conseguirem bons empregos. O Mormonismo se esforça para educar os seus membros, mas nem sempre isso vem através de educação em escolas formal. Os pais são encorajados a educar os seus filhos no lar com bons livros e conversas. A Noite Familiar é um programa no Mormonismo designado para aproximar mais as famílias, e elas se reúnem pelo menos uma vez por semana para aprendizado e devoção. Os programas da juventude se reúnem uma vez por semana e prove instruções semelhantes. As atividades adultas são organizadas frequentemente, embora não sejam semanais, para prover aprendizado continuo durante toda a vida.

Um discurso dado durante uma Conferência Geral da Igreja Mórmon em 2000 serve como um guia sobre o aprendizado ser virtuoso, amável ou louvável: “Um homem espiritualmente centrado é observador da beleza do mundo ao seu redor… nossa atenção à boa música, literatura e artes sublimes são geralmente produto de uma maturidade espiritual” (Ensign, nov. 2000, p. 30). Aqui vemos que os estudos enobrecem a alma. O estudo de ciências, as obras das criações de Deus, também é enobrecedores. Imaginem o quão valioso seria o estudante justo de direito para todas pessoas em todos os lugares? O campo de estudo não é tão importante quanto a natureza do próprio estudo. Se o aprendizado é motivado pelos dois grandes mandamentos, para agradar a Deus, e para ajudar o próximo, então é um desejo justo e trás benefícios eternos para o individuo. O Mormonismo busca e aceita verdades aonde quer que elas sejam encontradas, e aprender é um busca eterna. A glória de Deus é inteligência, ou, em outras palavras, luz e verdade (ver D&C 93:36).

 

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Escritura do dia

E agora, meus filhos, lembrai-vos, lembrai-vos de que é sobre a rocha de nosso Redentor, que é Cristo, o Filho de Deus, que deveis construir os vossos alicerces; para que, quando o diabo lançar a fúria de seus ventos, sim, seus dardos no torvelinho, sim, quando todo o seu granizo e violenta tempestade vos açoitarem, isso não tenha poder para vos arrastar ao abismo da miséria e angústia sem fim, por causa da rocha sobre a qual estais edificados, que é um alicerce seguro; e se os homens edificarem sobre esse alicerce, não cairão.

Helamã 5:12

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